sexta-feira, 7 de agosto de 2015

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Preciso de um abraço daqueles bem apertados, que você fica lá e não diz nada, só sente. Aqueles abraços que você aperta como se não quisesse mais soltar por medo dela ir, por medo dela cair. E você aperta tanto que sente a coluna estalar como as dobradiças de uma porta se abrindo e você sente naquele instante que o coração dela está aberto, arrumado como quem arruma uma casa para receber visitas e ao entrar,  encontra-se sobre uma mesinha rústica feita de madeira de jaqueira, um bolo de cenoura cumprindo promessas pregressas. Ao sentar-se juntos, compartilhando uma jarra cheia de amor, o som toca as canções compartilhadas pelos gostos musicais ambíguos, ouve-se num tom apaziguador Ana e o mar, tornando a visita o momento perfeito daquela "tardezinha" encantadora dentro do abraço de quem se gosta. Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.

As vezes, um abraço pode nos surpreender pela quantidade de vida que existe dentro dele. O que se cabe dentro de um abraço?

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