E chovia, chovia tanto que a única coisa que eu sabia fazer era chorar, mas aquele choro sem motivo, somente aquela vontade incontrolável de chover junto com o céu. E foi bom, foi muito bom, parecia que eu fazia parte daquela chuva e eu sentia uma ligação tão forte com aquilo que naquele instante nada mais importava, nada me assustava, eu estava leve, estava flutuando na tempestade de sonhos e lembranças que escorriam sobre meu rosto. Pela primeira vez eu senti a felicidade verdadeira, uma felicidade que eu não sabia de onde vinha, não sabia o motivo e ninguém poderia roubar de mim.

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